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Saraiva: produtividade do Rio 'não é lá essas coisas'

No depoimento que prestou hoje à Polícia Federal, obtido por O Antagonista, o superintendente no Amazonas, Alexandre Saraiva, desdenhou da produtividade da Superintendência no Rio de Janeiro, posto para o qual foi preterido no ano passado pelo ex-diretor-geral Maurício Valeixo.

Em agosto do ano passado, Jair Bolsonaro disse que queria colocar Alexandre Saraiva no lugar do então superintendente no Rio, Ricardo Saadi, por “motivos de gestão e produtividade”.

A justificativa, porém, foi rechaçada nesta semana não só por Ricardo Saadi, mas também por seu sucessor no cargo, Carlos Henrique Oliveira de Sousa, e por Maurício Valeixo.

Eles destacaram o salto que a superintendência obteve na gestão de Saadi, da 24ª para a 4ª posição no índice da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor).

Hoje, em seu depoimento, Saraiva disse que a produtividade no Rio “não é lá essas coisas”.

“Indagado se nas conversas com o Dr. Ramagem foi relatada ao depoente alguma preocupação em relação à produtividade da Superintendência do RJ, o depoente esclarece que não, embora todos que conheçam a SR/RJ saibam que a produtividade daquela unidade, na realidade, “não é lá essas coisas”, e que o índice de produtividade operacional daquela Superintendência, que saltou da 24ª para a 4ª posição, não traduz, de fato, a realidade operacional da unidade”, afirmou.

“Na realidade os índices de produtividade operacionais parciais não refletem a realidade operacional verdadeira de nenhuma das unidades da Federação; Que a realidade ora descrita pelo depoente não elide o bom trabalho desempenhado pelo Dr. Saadi à frente da SR/RJ.”

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