Saúde diz que 7 estados não têm seringas suficientes

Saúde diz que 7 estados não têm seringas suficientes
Foto: dorofeejavana/Pixabay

O Ministério da Saúde informou ao STF que Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina não têm seringas e agulhas suficientes em seus estoques para iniciar a vacinação contra a Covid-19.

A pasta enviou hoje informações pedidas pelo ministro Ricardo Lewandowski sobre os estoques de insumos disponíveis para imunizar os grupos prioritários (profissionais de saúde, idosos e indígenas), que receberão 30 milhões de doses na primeira fase da vacinação.

A Saúde diz que o governo federal não tem estoques atualmente, porque a compra em geral é realizada pelos estados.

Num dos documentos enviados ao STF, do dia 8 de janeiro, a pasta diz que, em conjunto, os estados têm 52 milhões de kits de seringas e agulhas — sem contar São Paulo, que não prestou as informações. Os dados, apresentados numa planilha, são do final de novembro do ano passado, quando o ministério entrou em contato com os estados.

Num outro documento, também anexado, mas do dia 11, a Saúde apresentou uma informação diferente: afirmou que “encontram-se disponíveis nos estados aproximadamente 80 milhões de seringas e agulhas que podem ser mobilizadas, imediatamente, para o início da vacinação”.

Não foi apresentada explicação para a discrepância dos dados nem qualquer menção à carência de insumos informada inicialmente para os 7 estados (AC, BA, ES, MS, PB, PE e SC).

Na resposta a Lewandowski, a Saúde tentou minimizar a falta de seringas e agulhas com o argumento de que nem todo o estoque será usado nos próximos dois meses.

“Cabe ressaltar que as vacinas, dos diversos laboratórios fornecedores, irão chegar de forma gradual. Com os recentes acordos realizados, estima-se receber 10,7 milhões de doses em janeiro deste ano e 9,3 milhões de doses em fevereiro. Isso demonstra que a necessidade imediata desses insumos não será em sua totalidade”, diz o documento.

O ministério ainda disse que planeja 40 milhões de kits da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e que requisitou mais 31,5 milhões da indústria nacional.

O documento relata o fracasso, no início do mês, na tentativa de comprar 331 milhões de unidades no Brasil. Apenas uma das empresas aceitou vender 7,9 milhões pelo preço apresentado.

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