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Saúde impõe sigilo de 10 anos sobre 2º contrato com a Pfizer

Segunda compra custou quase R$ 1 bilhão a mais do que a primeira
Saúde impõe sigilo de 10 anos sobre 2º contrato com a Pfizer
Foto: Myke Sena/MS

O Ministério da Saúde impôs sigilo de 10 anos sobre os documentos do processo em que decidiu assinar o 2º contrato para comprar vacinas da Pfizer.

Em 6 de maio, a pasta publicou no Diário Oficial extrato de dispensa de licitação para a compra de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a Covid.

Como mostramos, o novo contrato custou quase R$ 1 bilhão a mais do que o primeiro – apesar de a quantidade de doses ser a mesma.

No segundo contrato, o governo vai pagar R$ 66 a dose, em vez de R$ 56,30 como na primeira encomenda.

O Antagonista pediu ao ministério, via Lei de Acesso à Informação, os pareceres que embasaram a dispensa de licitação para a 2ª compra de vacinas da Pfizer.

Nesta quarta (9), a pasta respondeu que os documentos “encontram-se com restrição no acesso”, conforme obrigações de confidencialidade assinadas com a farmacêutica.

“As [r]eferidas cláusulas impõem confidencialidade das informações por 10 (dez) anos após o vencimento ou a rescisão do mencionado contrato, em consonância com o preconizado no artigo 22 da Lei 12.527/2011, a Lei de Acesso à Informação”, acrescentou a secretaria-executiva do ministério.

Reprodução/Fala.BR
O ministério disse ainda: “Ressalta-se que as cláusulas de confidencialidade foram condições impostas pelas farmacêuticas para assinatura dos contratos, havendo previsão que possibilita a não entrega das vacinas, caso as informações sigilosas sejam publicizadas, podendo levar, em último caso, à própria rescisão contratual por parte das aludidas farmacêuticas”.

A reportagem já recorreu, via de Lei de Acesso à Informação.

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