Schahin e as taxas da propina

O contrato de afretamento do navio-sonda Cidade de São Paulo, assinado pelo delator Salim Schahim e seu irmão Milton, teria rendido cerca de US$ 50 milhões em propina para o PT.

Parte do recurso foi embutido em aditivos e taxas extras ao contrato. O representante da Petrobras na Holanda, Samir Passos Awad, que também participou da negociação de Pasadena, concordou em pagar US$ 60 milhões como “taxa de mobilização” do navio-sonda.

Trata-se de um custo normal nesse tipo de negócio, que inclui custos de reboque, certificação de operações marítimas, transporte de pessoal e equipamentos etc. O problema está no valor pago: US$ 62,5 milhões. A mesma Petrobras pagou em média US$ 25 milhões por esse tipo de taxa em outros contratos semelhantes. A diferença seria propina.

Outro aditivo ao mesmo contrato, no valor de US$ 15 milhões e identificado como “Taxa Complementar de Afretamento”,também seria para o pagamento de comissões ilegais ao PT e funcionários da estatal.

De acordo com o documento, obtido pelo Antagonista, o valor deveria ser pago logo na “primeira medição, após instalação e comissionamento”, mas “podendo ocorrer juntamente com a aceitação preliminar”.

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