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"Se eu perder o meu mandato, continuarei dizendo que faria de novo"

Luis Miranda, alvo de representação no Conselho de Ética, disse não se arrepender de ter feito as denúncias envolvendo o contrato da Covaxin
“Se eu perder o meu mandato, continuarei dizendo que faria de novo”
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Como registramos há pouco, o deputado federal Gilberto Abramo (Republicanos-MG), relator da representação contra Luis Miranda (DEM-DF) no Conselho de Ética da Câmara, votou nesta quarta (22) pela continuidade do processo.

A O Antagonista, Miranda disse acreditar que está sendo vítima de “perseguição política” por ter revelado, conforme este site antecipou, que levou a Jair Bolsonaro o possível caso de corrupção envolvendo o contrato para compra da vacina indiana Covaxin.

“É um processo [no Conselho de Ética] que não tem por objetivo trazer luz à verdade ou buscar esclarecimentos. O objetivo é me calar, porque sou testemunha de um caso gravíssimo.”

O deputado acrescentou que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a CPI da Covid o encaram como testemunha.

“Somente por isso, essa ação no Conselho de Ética não poderia prosperar. Vejo um certo revanchismo por parte de alguns que se sentiram afetados com as denúncias.”

Perguntamos se Miranda se arrepende de ter feito as denúncias.

“Eu faria de novo. Se eu perder o meu mandato, continuarei dizendo que faria de novo. Eu não errei. Errou quem tentou desviar dinheiro público. Foi para isso que a população me elegeu: para combater a corrupção”, respondeu.

Questionamos sobre a suposta gravação da conversa que Miranda e seu irmão tiveram com Bolsonaro sobre o assunto.

“O relator [no Conselho de Ética] não entra nesse ponto. E eu prefiro também não entrar em mais polêmica. Só quero que a verdade seja dita. Acho muito ruim eu ficar sangrando no Conselho de Ética, sendo que poupei o Brasil de um prejuízo bilionário. Estão loucos comigo, achando que eu vou recuar porque são figurões e poderosos. Eu perco o mandato, mas vou continuar contra eles.”

A representação contra Miranda foi assinada pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. Segundo Jefferson, Miranda levou à CPI no Senado “narrativa diversa dos fatos (dos quais ele tem total conhecimento) com o fito de prejudicar o Presidente da República”.

As representações contra Ricardo Barros e Luis Miranda ganharam relatores no mesmo dia, 24 de agosto.

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