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"Se houve conluio entre jornalista e fontes, foi o jornalista que colocou em risco a liberdade da imprensa"

“Se houve conluio entre jornalista e fontes, foi o jornalista que colocou em risco a liberdade da imprensa”
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública Interativa para prestar informações sobre fatos revelados pelo sítio Intercept Brasil.rrEm pronunciamento, à mesa, jornalista da agência de notícias Intercept Brasil, Glenn Greenwald.rrFoto: Marcos Oliveira/Agência Senado

“Glenn Greenwald não foi censurado”, diz Carlos Alberto Sardenberg, em O Globo.

“Publicou e continua publicando suas histórias. Não houve censura nem quando ficou claro que as informações, as conversas entre promotores e juízes da Lava Jato, haviam sido obtidas criminosamente por hackers.

A Polícia Federal encontrou e prendeu os suspeitos. Não investigou nem indiciou o jornalista americano, que estava protegido por uma decisão do ministro Gilmar Mendes. Discutível. Jornalistas são imunes? Não devem ser.

Mas o Ministério Público resolveu denunciar Greenwald por entender que, investigando outras pessoas, os hackers, encontrara indícios de que o jornalista havia sido cúmplice ou tinha participado de algum modo da operação de roubo das informações (…).

Muita gente diz que está claro que Greenwald não participou do processo. Pode ser, mas é o juiz que vai dizer isso. E pode ser assim porque o caso é grave. Se houve conluio entre jornalista e fontes, que cometeram crime, foi o jornalista que colocou em risco a liberdade e a independência da imprensa.”

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