"Se privatizar tudo, você zera a dívida", diz economista de Bolsonaro

A Folha entrevistou o economista Paulo Guedes, ministro da Fazenda do eventual governo de Jair Bolsonaro que, quando coordenou a programa de Afif Domingos nas eleições de 1989, propunha privatizar tudo.

“O país continua sendo um paraíso dos rentistas e inferno dos empreendedores. Os impostos subindo, os gastos públicos saindo de 18% do PIB quando os militares entraram para 45%, quando Lula e Dilma saíram, sendo 38% de impostos e 7% de deficit. É um governo totalmente disfuncional. O governo é muito grande, bebe muito combustível. Mas se você olhar para educação, saúde, ele é pequeno. Já que a democracia vai exigir a descentralização de recursos para Estados e municípios, o governo federal tem que economizar. Onde? Na dívida. Se privatizar tudo, você zera a dívida, tem muito recurso para saúde e educação. Ah, mas eu não quero privatizar tudo. Privatiza metade, então. Já baixa metade da dívida.”

Questionado se tem clima para privatizar, Paulo Guedes inverteu a questão.

“A pergunta é o contrário: tem clima para não privatizar? Onde começou o mensalão, Bradesco ou Correios? Onde se acusa o Eduardo Cunha? Caixa, loterias, fundos de pensão. Onde foi o petrolão? Petrobras. Você vê clima para continuar com as estatais?”

A Folha disse que “sempre há resistência”.

“Resistência de quem? O povo brasileiro é contra? Ou será que são vocês [imprensa]? Eu nunca escutei isso do povo. Eu escutei isso da Folha, de jornalistas tucanos, petistas…”

Comentários

  • Aquila -

    Paulo Guedes e demais Antas, E quanto aos juros estratosféricos pagos aos 3 maiores da agiotagem Baceniana, comandado por um Conselheiro ( sem essa de ex- porque estamos no Brasil, onde nem ex-mulher existe!)? Alguma nota de rodapé? Vão vender os anéis até os pulsos pra arrecadar 700 BI e pagar nem 2 meses de juros da dívida? G-e-n-i-a-l !!!!

  • Mitou -

    Que massacre. O cara é mais mito que o proprio mito.

  • CXJ -

    Meia dúzia de veículos de comunicação acham que são a voz do povo.

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