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Secom se recusa a prestar contas sobre vídeo em que Bolsonaro conversa com 'fakes'

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A Secom se recusou a prestar contas via Lei de Acesso à Informação sobre o vídeo ‘Alô, Presidente’, no qual Bolsonaro conversa com pessoas que não existem.

O vídeo ‘Alô, Presidente’ foi lançado em 1º de julho. Nele, Bolsonaro responde a mensagens de áudio de ‘Dona Maria Eulina’ e de ‘Seu Franciso Valmar’.

As fotos de ‘Maria Eulina’ e ‘Francisco Valmar’ estão em bancos de imagens, e podem ser compradas por qualquer pessoa. Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que a modelo da foto de ‘Maria Eulina’ se chama Célia. Ela não mora no Ceará, como está no vídeo, e sim em Sertãozinho (SP).

O modelo identificado por Bolsonaro como ‘Seu Francisco’ já havia sido usado em outra propaganda clandestina do governo: o vídeo ‘o Brasil não pode parar‘, veiculado no fim de março.

Depois de Jair Bolsonaro veicular o vídeo ‘Alô, Presidente’ em seu próprio canal no YouTube, com 3 milhões de inscritos, a Secom alegou que se tratava de uma “peça-piloto inacabada que não deverá ser veiculada”.

O vídeo foi retirado do YouTube do presidente, quando já circulava desenfreadamente no WhatsApp, longe dos algoritmos das outras redes.

Em 1º de julho, O Antagonista pediu esclarecimentos à Secom via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Nesta sexta-feira (31), a Secom deu a mesma resposta de antes: “tratava (sic) de uma peça piloto inacabada que não deverá ser veiculada, não possuindo, portanto, caráter oficial”.

A Secom não respondeu às seguintes perguntas:

1. Quem produziu o vídeo?
2. Quais são os nomes das pessoas que falam no vídeo, identificadas como “Dona Maria Eulina” e “Francisco Valmar”?
3. Quanto custou a produção do vídeo?

A reportagem recorreu em 2ª instância, via LAI.

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