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Secretário de Saúde da Bahia minimiza risco de adenovirose da Sputnik

Secretário de Saúde da Bahia minimiza risco de adenovirose da Sputnik
Foto: Paula Fróes/GOVBA

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, minimizou nesta terça (27) o risco de a vacina russa Sputnik V provocar adenoviroses.

“Você prefere ter um resfriado comum ou a Covid?”, questionou o secretário, em entrevista ao Jornal da Manhã da TV Integração, afiliada da TV Globo na Bahia.

Nesta segunda (26), o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, recomendou a rejeição da importação da vacina russa pela presença de adenovírus replicante, entre outros motivos.

Os adenovírus são usados em outras vacinas, como as da AstraZeneca e da Janssen contra Covid, e muitas outras. Eles sofrem um processo chamado deleção para perderem a capacidade de se reproduzir. Na análise da Anvisa, o adenovírus da Sputnik V que deveria transportar material genético do novo coronavírus ainda era capaz de se reproduzir nas células humanas.

“O adenovírus é responsável por causar resfriado”, acrescentou Vilas-Boas. “Então na pior das hipóteses, eu não tenho acesso a essa informação, eu não chequei a fonte, acredito que seja verdadeira, na pior das hipóteses você vai ter um resfriado comum. Quantas vezes você vê pessoas aí tomarem a chamada vacina da gripe e depois terem efeitos adversos? Eu tomei a vacina da Covid, eu tive febre, dor no corpo, dor de cabeça, nariz entupido, e nem por isso deixei de sobreviver”, acrescentou.

“Admitindo essa hipótese que o Gustavo [Mendes, da Anvisa] aventou, nós estamos falando da replicação de um vírus que causa resfriado comum. A pessoa vai ganhar um resfriado”, disse o secretário de Saúde.

A Bahia é um dos estados que pediram à Anvisa autorização para importar a vacina russa.

Leia também: Sem citar risco de adenovirose, Consórcio Nordeste desafia Anvisa e insiste na Sputnik V

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