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Secretário nacional de Justiça se concedeu poder de assinar pedidos de extradição

Medida de Vicente Santini, amigo da família Bolsonaro, foi tomada dias após decretação de prisão de Allan dos Santos; blogueiro bolsonarista está nos EUA
Secretário nacional de Justiça se concedeu poder de assinar pedidos de extradição
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O secretário nacional de Justiça, Vicente Santini (na foto, ao lado de Jair Bolsonaro), emitiu uma solicitação interna ordenando que todos os processos de extradição ativa l —quando o Brasil pede a extradição de investigados no exterior— fossem acessados e assinados por ele, informa o Estadão.

O ofício de Santini foi enviado em 26 de outubro, cinco dias depois de Alexandre de Moraes ordenar a prisão do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que está nos EUA. O secretário alegou que o acesso obedecia à “estrutura hierárquica” da Secretaria Nacional de Justiça.

Com o documento, explica o jornal paulistano, Santini obteve o poder de acessar processos de extradição como o de Santos e decidir sobre eles. Antes, cabia ao secretário nacional determinar só os pedidos de extradição passiva, que acontecem quando um país solicita ao Brasil a extradição de alguém que se encontra no território nacional.

Amigo e fiel servidor da família Bolsonaro, Santini também mandou exonerar Sílvia Amélia Fonseca do cargo de diretora do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) na última quarta (10).

A delegada foi a responsável por executar a decisão do ministro do STF, já que cabe ao DRCI cumprir protocolarmente decisões judiciais que implicam extradição.

O Antagonista refresca a memória dos leitores: Santini é o mesmo sujeito que, exonerado da Casa Civil por usar um avião da FAB para passear por sete países —o que, na época, o presidente chamou de “imoral”—, retornou ao governo um ano depois.

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