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Senadores comparam tratamento da Prevent contra Covid a "eutanásia"

Depois de um prazo de 21 dias, pacientes internados em UTIs poderiam ser transferidos para enfermarias para tratamento paliativo com sedativos
Senadores comparam tratamento da Prevent contra Covid a “eutanásia”
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senadores da CPI da Covid compararam o tratamento oferecido pela Prevent Senior a pacientes internados em UTIs com coronavírus à eutanásia, procedimento pelo qual se submete um paciente com uma doença incurável à morte indolor.

Como mostramos, o diretor-executivo da Prevent, Pedro Batista Júnior, admitiu, no depoimento, que a empresa mudava o código de classificação da Covid, após os pacientes ficarem 14 dias internados. No caso de internados em UTIs, o prazo era de 21 dias.

Depois disso, eles poderiam ser transferidos para enfermarias para a realização de tratamento paliativo.

Segundo o senador Otto Alencar (PSD-AM), que é médico, os pacientes ficavam à espera da morte.

Ia para a bomba de morfina, para sedar, para não sentir dor, isso é um absurdo. Ao contrário de fazer o tratamento correto dentro da UTI, com kit intubação, cortisona se precisar, anticoagulante, antibiótico […]. O que acontecia, o paciente vai para a enfermaria e vai para tomar paliativos.”

“É como se fosse uma eutanásia”, comentou Renan Calheiros. Otto concordou.

O senador Rogério Carvalho, também médico, afirmou que não se pode determinar um prazo para o paciente ficar sob terapia intensiva.

“O paliativismo é importante, mas você não pode definir o tempo que um paciente vai ficar na UTI. Quem define é a necessidade do paciente. Aí, não nenhuma chance de sobrevivência.”

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