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Senadores dizem que celebração de Bolsonaro sobre vacinas vem com atraso "fatal e doloroso"

"O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo", afirmam nove parlamentares que integram a CPI da Covid
Senadores dizem que celebração de Bolsonaro sobre vacinas vem com atraso “fatal e doloroso”
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Nove senadores que integram a CPI da Covid emitiram nota conjunta há pouco para rebater a discurso de hoje de Jair Bolsonaro em rede nacional de rádio e televisão. Afirmaram que a celebração presidencial pelas vacinas contra o coronavírus “vem com um atraso fatal e doloroso”.

“Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira.”

Os parlamentares dizem ainda que Bolsonaro escolheu “desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a Covid”

Assinam a nota Omar Aziz (PSD-AM), presidente CPI; Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente; Renan Calheiros (MDB-AL), relator; Tasso Jereissati (PSDB-CE); Otto Alencar (PSD-BA); Humberto Costa (PT-PE); Eduardo Braga (MDB-AM); Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Leia a íntegra da nota:

“A inflexão do Presidente da República celebrando vacinas contra a Covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso. O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de ‘gripezinha’.

Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira. Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a Covid-19.

A reação é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo. Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas. 

Omar Aziz- Presidente CPI

Randolfe Rodrigues – Vice Presidente CPI

Renan Calheiros – Relator

Em apoio

membros efetivos:

Tasso Jereissati

Otto Alencar

Humberto Costa

Eduardo Braga

Suplentes:

Alessandro Vieira

Rogério Carvalho”

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