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Senadores pró-CPI monitoram possível retirada de assinaturas

Senadores pró-CPI monitoram possível retirada de assinaturas
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Senadores pró-CPI da Covid estão monitorando, nos bastidores, possíveis retiradas de assinaturas em apoio à criação da comissão destinada a investigar a conduta do governo federal na pandemia.

Na noite de ontem, o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou a instalação da CPI, protocolada em 4 de fevereiro com o número necessário de assinaturas. Desde então, Rodrigo Pacheco vinha protelando a análise do pedido, que nem sequer chegou a ser lido no plenário.

No dia do protocolo, havia 30 assinaturas, três a mais que o exigido regimentalmente. “Aguardamos para ter uma margem de segurança”, disse a O Antagonista, na época, o senador Randolfe Rodrigues (Rede), autor do pedido. Depois, surgiram mais dois apoios, aumentando a lista, que passou a ter 32 nomes.

Para melar a CPI, portanto, o governo teria de conseguir fazer com que cinco senadores recuassem. Pelo menos dois signatários do documento já disseram publicamente que não concordam com a decisão de Barroso: Plínio Valério (PSDB) e Oriovisto Guimarães (Podemos) — suas assinaturas, no entanto, até aqui, estão mantidas.

Como a CPI não foi lida em plenário, não é possível acompanhar a movimentação de assinaturas pelo sistema do Senado.

Pacheco, após a decisão de ontem, garantiu que vai instalar a CPI. Lideranças partidárias disseram a este site que definirão os integrantes de suas bancadas que atuarão na comissão até o início da semana que vem. Como noticiamos há pouco, o plenário do STF vai julgar a liminar de Barroso a partir do próximo dia 16.

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