Sergio Moro contra o sistema

Sergio Moro esteve no Senado, para defender a aprovação do projeto de lei que dá um basta à impunidade no Brasil. Pelo projeto, acusados de crimes como homicídio, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro seriam presos imediatamente depois da condenação em segunda instância. Hoje, criminosos condenados e confessos podem aguardar em liberdade até que o caso chegue a um tribunal superior e seja emitida sentença definitiva. E o número de recursos é tamanho que um bom chicaneiro empurra o processo até que o crime prescreva.

O atual modelo um absurdo evidente. Trata-se de uma distorção do princípio da presunção de inocência. Na esmagadora maioria dos países civilizados, um criminoso vai para a cadeia após ser condenado em primeira instância.

Disse Moro: “(O nosso é) um sistema de recursos sem fim. E temos vários casos, até criminais de homicidas confessos, que levam dez anos, quinze anos, que nem chegam ao fim. Sem falar em crimes graves de malversação de recursos públicos que demoram muito. Então, esse quadro tem de ser alterado”.

Ele condena e o sujeito continua livre. Não dá