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Serviços da Cedae são arrematados por R$ 22,6 bilhões, mas leilão frustra governo

Serviços da Cedae são arrematados por R$ 22,6 bilhões, mas leilão frustra governo
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Os serviços da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro foram arrematados há pouco pelo valor de R$ 22,6 bilhões. Apesar disso, o leilão gerou frustração ao governo pelo fato de que foram vendidos apenas três dos quatro blocos de concessão disponibilizados. Além disso, o governo esperava arrecadar pelo menos R$ 40 milhões.

Jair Bolsonaro deveria ter sido o responsável pelo encerramento simbólico do leilão, realizado na Bolsa de Valores de São Paulo. Contudo, a missão coube ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Bolsonaro bateu o martelo apenas após as entrevistas coletivas.

A privatização da Cedae era vista pelo governo federal como o mais importante projeto de infraestrutura no país nos últimos anos e foi possível após a aprovação do marco do saneamento.

Além disso, como mostramos em abril, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) estavam diretamente envolvidos no projeto.

Em abril, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, passou o domingo de Páscoa na casa de Eduardo Bolsonaro em Brasília. Flávio Bolsonaro também estava no encontro. O BNDES coordenou com o governo do Rio o leilão de privatização da Estatal, considerada “joia da coroa” do saneamento.

A estatal fluminense foi fatiada em quatro blocos abrangendo 35 municípios do Rio de Janeiro. A empresa manterá os serviços de produção de água; os demais foram concedidos à iniciativa privada por um prazo de 35 anos. Nos quatro blocos, o BNDES estipulou em R$ 10,6 bilhões a outorga mínima.

O primeiro lote foi arrematado pelo consórcio Aegea por R$ 8,2 bilhões; o lote dois, foi vendido ao consórcio Iguá Projetos (que também tem a participação da Sabesp) e o lote 4 ficou também com o consórcio Aegea.

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