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Setor de eventos cobra "coerência" na flexibilização da quarentena

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Nesta semana, o Congresso aprovou a Medida Provisória 948, com medidas emergenciais para os setores de turismo e cultura em meio à pandemia da Covid-19.

O presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori Júnior, disse a O Antagonista que a MP será importante para “garantir a estabilidade da cadeia de consumo dos setores”, por exemplo, ao livrar as empresas da obrigação de devolver aos clientes os valores referentes a ingressos, diárias e passagens aéreas adquiridos antes da pandemia.

A Abrape estima que a crise em curso já provocou a perda de cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos. Para a fase pós-pandemia, existem ainda uma série de incertezas, sobretudo para o setor de eventos.

“A primeira incerteza é de quando poderemos voltar. A segunda é sobre em que condições poderemos operar. E, além disso, há a incerteza em relação ao nível de segurança do nosso consumidor: se ele se sentirá seguro, apesar do desejo acumulado de participar de eventos. E mais: se ele terá poder aquisitivo para isso.”

Sobre a flexibilização da quarentena, Caramori afirmou que é preciso ter coerência e cobrou “planejamento claro, com variáveis objetivas”.

“Se o culto ou a missa pode acontecer com determinadas restrições, por que não teatros e cinemas? O que vai determinar a volta? A curva de contágio, a capacidade de leitos? É preciso começar a diminuir incertezas. Somos a favor da segurança dos nossos colaboradores e dos nossos clientes, mas precisamos, em uma eventual convivência com o vírus, de regras claras e coerentes.”

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