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"Só quando o Toffoli sair"

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Mais cedo, lembramos que Rodrigo Maia está adiando como pode a votação do projeto que tenta acabar com a farra dos chamados supersalários no funcionalismo público — aqueles salários que, engordados com uma série de penduricalhos, ultrapassam e muito o teto constitucional.

Há 92 dias, o presidente da Câmara retirou da pauta o requerimento de urgência para a votação da proposta, prometendo resolver logo a questão. Até agora, nada.

Na ocasião, Maia disse que Dias Toffoli e Augusto Aras “estão debatendo esse tema conosco”.

Um deputado ligado a Maia disse, em reservado, que Toffoli pressionou bastante para adiar a votação da urgência em abril.

O Antagonista já publicou o documento da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que fundamentou o lobby pesado feito, à época, pelas excelências entre os deputados.

“Isso só vai andar quando o Toffoli sair”, disse a fonte. Toffoli ficará à frente do STF até setembro.

O deputado Rubens Bueno (Cidadania), relator do projeto, lamenta que o assunto, debatido exaustivamente em comissão especial por mais de um ano, ainda esteja aguardando a votação no plenário e sendo alvo de pressões externas.

“A cada hora, é uma história nova”, afirmou ele hoje a O Antagonista. Leia aqui uma entrevista com Bueno.

Leia mais: Exclusivo: a casa secreta de Brasília

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