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Sócio da Belcher diz que Barros mediou contatos na Saúde, mas nega relação com vacina

Emanuel Catori disse que participou de uma reunião na pasta, em 15 de abril, na qual foi tratada a possibilidade de venda de um antiviral
Sócio da Belcher diz que Barros mediou contatos na Saúde, mas nega relação com vacina
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O sócio da Belcher Emanuel Catori afirmou à CPI da Covid que o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), foi o responsável pelos primeiros contatos da empresa com o Ministério da Saúde.

Entretanto, ele negou qualquer influência do parlamentar nas tratativas para o fornecimento da vacina Covidencia do laboratório CanSino.

Catori disse que participou de uma primeira reunião no Ministério da Saúde, com Marcelo Queiroga, em 15 de abril, na qual foi tratada a possibilidade de fornecimento de um antiviral.

O encontro não estava na agenda da pasta e foi agendado por Ricardo Barros por meio da Frente Parlamentar da Indústria Pública de Medicamentos.

Na época, a Belcher ainda não tinha a autorização da CanSino para negociar em nome do laboratório chinês.

“Conversas, eu converso normalmente. Mas não sobre negócios. Ele é de Maringá, eu sou de Maringá. Em nenhum momento, ele me ajudou em nada sobre a nossa vacina. O Brasil todo soube de nossa vacina, ainda mais em se tratando de uma vacina de uma dose”, disse Catori, sobre suas relações com Ricardo Barros.

Catori afirmou também que participou de dois encontros com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, para tratar do fornecimento da Covidencia. Os encontros ocorreram em 20 e 26 de maio. Apesar disso, as tratativas não seguiram adiante, pois a Belcher foi descredenciada pela Cansino em 10 de junho.

Além disso, o sócio da Belcher disse que negociou com dois laboratórios para fornecimento de vacinas: Sinovac e CanSino. Com o Sinovac, ele tentou comprar 9 milhões de doses da Coronavac para doação ao Ministério da Saúde.

Entretanto, as negociações não seguiram a diante porque ele descobriu, tardiamente, que o Butantan tinha a exclusividade para o fornecimento da Coronavac.

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