"Somos uma companhia da ciência", diz ex-CEO da Pfizer, sobre chacotas de Bolsonaro

Carlos Murillo afirmou à CPI da Covid que só se sentiu "confiante" da assinatura do contrato com o Brasil em 19 de março deste ano
“Somos uma companhia da ciência”, diz ex-CEO da Pfizer, sobre chacotas de Bolsonaro
Reprodução/TV Senado/YouTube

Na CPI da Covid, o ex-CEO da Pfizer no Brasil Carlos Murillo foi provocado pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB), a opinar se as declarações de Jair Bolsonaro contra a vacinação atrapalharam as negociações entre o governo brasileiro e a empresa.

Renan citou a fala de Bolsonaro, em dezembro de 2020, de que a vacina poderia fazer as pessoas virarem jacarés.

Murillo evitou responder de maneira objetiva a provocação de Renan, mas afirmou que “somos uma companhia da ciência, embasada na ciência”.

“Essas declarações, como muitas outras… Nós continuamos com o nosso empenho de fazer a vacina acessível para os pacientes brasileiros.”

Murillo afirmou também que só se sentiu “confiante” da assinatura do contrato com o Brasil em 19 de março deste ano, quando, enfim, o contrato foi assinado.

O ex-CEO da Pfizer também disse que nunca ouviu declarações pejorativas sobre a vacina contra a Covid das pessoas com quem negociou no Ministério da Saúde.

“Eu nunca ouvi essas palavras de parte das pessoas com quem estava negociando. O que quero dizer: as pessoas com quem eu estava negociando nunca fizeram declarações assim.”

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