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SP: "É irresponsável a disseminação de informação que traga medo aos adolescentes"

Secretaria de Saúde critica decisão do ministério de retirar do plano de vacinação os adolescentes sem comorbidades
SP: “É irresponsável a disseminação de informação que traga medo aos adolescentes”
Foto: Myke Sena/MS

A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo publicou nota nesta quinta (16) criticando a coletiva de imprensa de hoje do Ministério da Saúde e a decisão de retirar do plano de vacinação os adolescentes sem comorbidades.

Leia na íntegra:

“É irresponsável a disseminação de qualquer informação que traga medo e insegurança aos adolescentes e familiares, sobretudo por parte do Ministério da Saúde, que deveria zelar pela orientação e incentivar a prevenção.

Até o momento, não há comprovação de relação da vacina ao óbito de um jovem de São Bernardo do Campo. O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo está investigando o caso devido à relação temporal com a aplicação da vacina – o que ocorreu sete dias após a aplicação. Todos os aspectos clínicos estão sendo avaliados por especialistas e qualquer afirmação ainda é precoce e temerária.

A Secretaria de Estado da Saúde lamenta a intempestiva associação do caso isolado deste óbito a nota técnica informativa do Ministério da Saúde sobre a imunização dos adolescentes.

Critérios e balanços da vacinação de adolescentes

O Estado de São Paulo distribui para aplicação somente vacinas contra COVID-19 devidamente autorizadas pela Anvisa e com as devidas orientações de uso aos 645 municípios.

Neste sentido, o Plano Estadual de Imunização (PEI) destinou à rede de saúde apenas imunizantes da Pfizer para vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos. De 2,4 milhões de adolescentes vacinados, ou seja 72% do público, foram identificados apenas 0,001% de eventos adversos.

Com relação aos números apresentados pelo Ministério da Saúde de vacinados com Coronavac e Astrazeneca, a pasta estadual iniciou investigação para identificar quais tratam-se de erros de digitação em sistema e quais eventualmente sejam erros de aplicação vacinal”.

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