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"Tatu Tênis Clube" atuou de 1998 a 2014

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Em seu acordo de leniência com o Cade, a Camargo Corrêa revelou que o esquema de cartel – apelidado de ‘Tatu Tênis Clube’ – atuou de 1998 a 2014.

Entre 1998 a 2005, foram 21 licitações. Entre elas, os metrôs de Fortaleza, de Salvador, a Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro, a Linha 4 (Amarela) do metrô de São Paulo, e duas obras da Linha 2 (Verde) de São Paulo.

Segundo o Cade, há indícios também em outras duas obras da Linha 2 (Verde) e Linha 5 (Lilás), ambas em São Paulo, entre 2008 e 2013.

O cartel também estava de olho em outras oito licitações nesse período: projeto de trecho paralelo à Raposo Tavares (futura Linha 22) e projeto na região M’Boi Mirim, ambas no monotrilho de São Paulo; expansão dos metrôs de Brasília e de Porto Alegre; implantação dos metrôs de Belo Horizonte e de Curitiba; Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro e Linha Leste do metrô de Fortaleza.

Também houve tentativa de conluio, entre 2010 e 2014, nas obras da Linha 15 (Prata), Expresso Tiradentes e Linha 17 (Ouro), ambas do monotrilho de São Paulo; Linha 15 (Branca), Trecho Vila Prudente/Dutra e Linha 6, ambas do metrô de São Paulo; além da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro.

O Cade esclarece que o acordo de leniência firmado com a Camargo Corrêa S/A e com executivos e ex-executivos da empresa “difere da investigação conduzida por meio do Processo Administrativo nº 08700.004617/2013-41, que apura condutas anticompetitivas no mercado de aquisição e manutenção de material rodante e sistemas auxiliares em projetos de trens e metrôs no Brasil”.

O cartel da Camargo Corrêa

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