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TCU vai investigar auditor que escreveu sobre 'supernotificações de óbitos'

Em nota, Tribunal afirma que documento usado por Jair Bolsonaro é "análise pessoal de um servidor compartilhada para discussão"
TCU vai investigar auditor que escreveu sobre supernotificações de óbitos
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O Tribunal de Contas da União decidiu instaurar procedimento interno para apurar a conduta do auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, autor do documento usado por Jair Bolsonaro para alegar suposta “supernotificação de óbitos” de Covid.

“Será instaurado procedimento interno para apurar se houve alguma inadequação de conduta funcional no caso”, diz o tribunal em nota.

No texto, o TCU “reforça que não é o autor” do documento intitulado “Da possível supernotificação de óbitos causados por Covid-19 no Brasil” e que trata-se de “uma análise pessoal de um servidor compartilhada para discussão e não consta de quaisquer processos oficiais desta Casa, seja como informações de suporte, relatório de auditoria ou manifestação”.

“Ressalta-se ainda que as questões veiculadas no referido documento não encontram respaldo em nenhuma fiscalização do TCU.”

Ontem, Jair Bolsonaro usou o texto para dizer que 50% das mortes de Covid teriam, na verdade, outras causas. Hoje, o presidente se desdisse sobre a origem da informação.

Mais cedo, O Antagonista revelou que o documento, apócrifo, teria sido elaborado pelo auditor Alexandre Marques, ligado aos filhos de Jair Bolsonaro. A Crusoé mostrou que o texto foi inserido no sistema interno do TCU no final da tarde de domingo 6, horas antes de o presidente falar sobre ele e dizer que o havia repassado a jornalistas.

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