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Temer é uma ideia

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A prisão de Alexandre Baldy, ex-ministro das Cidades de Michel Temer e atual secretário de Transportes de João Doria, joga luz sobre um movimento ocorrido no fim de 2018, quando diversos integrantes do núcleo duro do emedebista – os que não foram presos -, acabaram abrigados em governos estaduais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Doria ficou com alguns  ‘pesos pesados’. É o caso de Baldy (Transportes Metropolitanos), Henrique Meirelles (Fazenda e Planejamento) e Antonio Claret (Daesp).

Wilson Witzel colocou na Casa Civil o ex-deputado André Moura, que foi líder do governo Temer.

Mas foi Ibaneis Rocha quem acolheu a maior parte da turma: Gustavo Rocha, ex-subsecretário de Assuntos Jurídicos da Presidência; Eumar Novaki, ex-ministro interino da Agricultura; Sarney Filho, ex-ministro do Meio Ambiente; Valter Casimiro, ex-ministro dos Transportes; Ruy Coutinho, ex-secretário de Direito Econômico e ex-presidente do CADE, Adelmário Castro, ex-corregedor da AGU, e Vanessa Mendonça, ex-diretor do Ministério do Turismo.

O próprio governo de Jair Bolsonaro manteve quadros da gestão anterior, como Tarcísio de Freitas e Wagner Rosário – além de toda a equipe jurídica da Presidência que era comandada por Gustavo Rocha.

Sem falar que o atual presidente se aconselha frequentemente com o antecessor. Parece que Michel Temer, assim como Lula, virou uma ideia.

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