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Temer pede autorização a Bretas para viajar ao Líbano

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O ex-presidente Michel Temer pediu autorização ao juiz Marcelo Bretas para ir ao Líbano. Ele foi convocado hoje pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar missão humanitária de ajuda às vítimas das explosões em Beirute.

Em petição enviada à Justiça Federal no Rio hoje à noite, a defesa do ex-presidente diz que não há motivos para impedir a viagem, que tem datas de ida e volta marcadas e caráter oficial, sem risco de fuga.

O decreto de convocação foi publicado hoje. Além de Temer, vão participar da viagem o marqueteiro de seu governo, Elsinho Mouco e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf,

O passaporte de Temer está em poder da Justiça desde outubro de 2019, quando a Sexta Turma do STJ acolheu habeas corpus contra a prisão dele e do coronel João Baptista Lima, apontado pelo MPF com seu operador financeiro.

Em troca da soltura, Temer entregou o passaporte e se comprometeu a não exercer cargos políticos e nem de direção partidária.

O ex-presidente foi chamado pelo presidente Jair Bolsonaro para chefiar uma missão humanitária que levará a Beirute 300 respiradores, médicos e quase quatro toneladas de medicamentos, reunidos pela comunidade libanesa no Brasil – Temer é descendente de libaneses.

Em outubro de 2019, Temer precisou de autorização para ir a um evento na Oxford Union, na Inglaterra. Apesar da negativa inicial de Marcelo Bretas, o ex-presidente obteve autorização do TRF-2.

Na última terça (4/8), a região portuária da capital do Líbano foi devastada por uma enorme explosão num depósito de nitrato de amônio.

O governo brasileiro anunciou que também enviará, de navio, 4 mil toneladas de arroz “para atenuar a consequência da perda dos estoques de cereais destruídos na explosão”.

“O Brasil é lar da maior diáspora libanesa no mundo. Dez milhões de brasileiros de ascendência libanesa formam uma comunidade trabalhadora, dinâmica e participativa, que contribui de forma inestimável com o nosso país. Por essa razão, tudo que afeta o Líbano nos afeta como se fosse o nosso próprio lar e a nossa própria pátria”, disse Bolsonaro, em videoconferência ontem.

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