Temer sem Whatsapp

Michel Temer deu uma entrevista a Eliane Cantanhêde, do Estadão.

Ele repetiu exatamente o que disse em seu discurso vazado.

O senhor está preparado para ser presidente da República?

Cautelosamente, tenho que aguardar aquilo que a Câmara decidir e o Senado vier a decidir depois. Agora, evidentemente que, sem ser pretensioso, mas muito modestamente, devo dizer que tenho uma vida pública já com muita experiência. Não falarei aqui do meu currículo. As pessoas sabem o quanto fiz ao longo da vida. Tantas vezes secretário de segurança, três vezes presidente da Câmara dos Deputados, duas vezes procurador-geral do Estado e agora vice-presidente, conhecendo razoavelmente os problemas do País. Se o destino me levar para essa função, e mais uma vez eu digo que eu devo aguardar os acontecimentos, é claro que estarei preparado porque o que pauta a minha atividade é exatamente o diálogo. Não que eu seja capaz de, individualmente, resolver os problemas. Mas eu sei que por força do diálogo e, portanto, coletivamente, com todos os partidos, com os vários setores da sociedade, nós tiraremos o País da crise.

Está havendo romaria de políticos ao Palácio do Jaburu?

Olha, muitos me procuram, você sabe que eu mantenho uma discrição absoluta, embora seja apodado das mais variadas denominações, como por exemplo golpista. Mas, você sabe, e eu tenho anunciado isso, eu passei praticamente três semanas em São Paulo precisamente para que não me acusassem de nenhuma articulação. Agora, evidentemente, num dado momento, começou uma tal, digamos assim, uma guerra contra minha figura, tanto no plano político como no plano pessoal, e eu fui obrigado a me defender. Então o que eu faço hoje não é guerrear, é defender.

O senhor acha que essa guerra vai continuar em qualquer caso, passe ou não o impeachment?

Não creio, não creio. Essas coisas são passageiras. Logo as pessoas terão compreensão de tudo que é importante para o País.

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Ler 9 comentários
  1. Esse senhor até dias atrás era ministro da justiça, agora defende a ré. Talentos diversos… Bom para o povo. Qualquer empresário-réu na condição dela escolheria um criminalista de renome pra fazer sua defesa e não o “advogado da empresa” .

  2. Ele fez bem! Porque nada que o pífio da agu possa falar vai mudar o resultado da votação, e se o Rosso não abre espaço para ele falar, certamente já estava com a ação pronta para entrar no stf alegando cerceamento do direito de defesa. Dá nojo ver esse cidadão falando asneiras, mas para evitar maiores problemas, acho que o presidente da comissão agiu corretamente.

  3. Rosso está correto em sua fundamentação. Uma vez aceita a manifestação de Cardozo, não há porque anulá-la. O erro de Rosso foi ter permitido a manifestação de Cardozo. Ele deveria ter indeferido o pedido de manifestação com base no argumento do abuso do direito de defesa.

  4. Nunca se viu um golpe em que o golpeado usa e abusa do direito de defesa e do contraditório. O pior é que o advogado geral da União também abusa de nossa paciência. Quousque tandem, Cardoso?

  5. mas deveria, o cara bebeu da cachaça do Lula, onde já se viu que a instauração feita pela Eduardo Cunha foi errada, quem mais tinha autoridade pra isto? Que eu saiba só o presidente da Camara tem autoridade para isto, e que culpa nós temos se o Eduardo Cunha é o presidente da Camera?