"Tivemos sinais claros de que esse desastre iria acontecer"

“Tivemos sinais claros de que esse desastre iria acontecer”
Foto: Lorenzo Casalino, Amaro Lab, U.C. San Diego

A Covid-19 ignora as teses negacionistas e irresponsáveis e vai fazendo estrago no Brasil neste início de 2021.

Wesley Cota, pesquisador da Universidade Federal de Viçosa, disse a O Globo:

“A situação está feia. No Amazonas, que precisava de total foco de estudo e preocupação, principalmente pelo surgimento de novas variantes, Pazuello defendeu o uso de cloroquina. Focam muito em tratar a pessoa depois de ficar doente, como se fosse apenas essa a solução, adicionando leitos, e não em evitar que ela fique infectada. Sequelas podem ficar, e temos de evitar o máximo possível que as infecções aconteçam. Mas, claro, com aquilo que sabemos que resolve, não com remédios que não tenham eficácia.”

Inácio Prado, professor da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Observatório Covid-19 BR, afirmou ao jornal:

Tivemos sinais claros de que esse desastre iria acontecer. Desde o final de novembro houve relaxamento geral das políticas públicas, além de um presidente que promove aglomerações. Com a chegada das festas de fim de ano, e a população exausta de quase um ano de isolamento, somada à omissão dos governos em fazer uma campanha de informação e fiscalização mais incisivas, foi alertado que haveria um aumento de casos, que depois se reflete nos óbitos. Considerando o aumento dos encontros e aglomerações nas festas de fim de ano, é esperado que passemos por um janeiro e fevereiro de estatísticas terríveis.”

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