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TJ do Mato Grosso do Sul abre licitação para comprar roupas para servidores

TJ do Mato Grosso do Sul abre licitação para comprar roupas para servidores
Reprodução/TJ-MS

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul abriu licitação para adquirir “vestuário feminino e masculino, com serviço de ajuste”, para servidores que trabalham na cúpula da Corte.

O edital prevê a compra de até 163 camisas sociais masculinas, 132 camisas e 132 blusas femininas, 27 blazers e 164 calças para homens, além de 264 blazers, 264 calças e 264 vestidos para mulheres.

“O tecido deverá ser de alta qualidade; deverá manter a forma ajustada, sem deformação por movimentos; ter qualidade e durabilidade; proporcionar conforto nos movimentos, ter elasticidade evitando os apertos indesejáveis, proporcionando comodidade durante a jornada de trabalho. O tecido deverá ter toque suave e macio a pele; proporcionar caimento e modelagem perfeita nas peças confeccionadas; ser de prática lavagem; ter durabilidade e resistência, mantendo a firmeza das cores”, diz o termo de referência da licitação.

No próximo dia 17, os fornecedores interessados deverão apresentar preços. Será escolhida a proposta de menor custo. O TJ-MS se dispõe a pagar até R$ 186,63 por unidade de blusa feminina, o item mais barato; e até R$ 1.458,33 por um blazer masculino, o item mais caro.

A licitação segue uma portaria lançada em janeiro pelo novo presidente do TJ-MS, Carlos Eduardo Contar, que instituiu uma comissão de estudos para a “padronização do vestuário” dos servidores do Judiciário estadual. Afirmou, no ato, que a medida é necessária para “manutenção e prestígio da dignidade da justiça”.

Uma das integrantes da comissão é Beatriz Maria Contar, servidora de carreira e prima de Carlos Eduardo. Em janeiro, ela foi nomeada diretora jurídica do tribunal. O último contracheque dela, de abril, apresenta como rendimento líquido o valor de R$ 16,6 mil.

Carlos Eduardo Contar tomou posse em janeiro deste ano. Na festa, com mais de 300 pessoas, chamou a atenção no discurso ao condenar o “fiquem em casa”.

“Voltemos nossas forças ao retorno ao trabalho, deixemos de viver conduzidos como rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior melhor, desprezemos pois o irresponsável, o covarde e picareta da ocasião que afirma ‘fiquem em casa’, ‘não procurem socorro médico com sintomas leves’, ‘não sobrecarreguem o sistema de saúde'”, afirmou na época.

Presidente do STF, Luiz Fux disse ter ficado estarrecido com o pronunciamento e um grupo de advogados do estado ingressou com representação disciplinar contra o desembargador no CNJ.

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