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Toffoli faz analogia com Olimpíada para criticar ataques de Jair Bolsonaro ao Judiciário

"O respeito às regras do jogo e à autoridade dos que zelam pelas regras é a base de qualquer convivência sadia e pacífica", disse o ministro do STF
Toffoli faz analogia com Olimpíada para criticar ataques de Jair Bolsonaro ao Judiciário
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Dias Toffoli fez hoje uma analogia com a Olimpíada para criticar os ataques de Jair Bolsonaro ao Judiciário, especialmente ao STF e ao TSE. O ministro do Supremo disse que “o respeito às regras do jogo e à autoridade dos que zelam pelas regras é a base de qualquer convivência sadia e pacífica”.

Segundo Toffoli, essa é “uma fórmula que não funciona apenas no esporte, mas também na necessária convivência entre as diferenças e a pluralidade no jogo democrático que o Brasil soube construir e que saberá manter”.

As falas ocorreram na abertura dos trabalhos da Primeira Turma do STF, da qual ele é presidente.

Ataques de Bolsonaro

Ontem, o presidente da República voltou a criticar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em conversa com apoiadores no cercadinho do Palácio do Planalto.

“Sem eleições limpas e democráticas, não tem eleições de verdade. Tem uma farsa. Tem algo que pode se chamar de tudo, não de eleições. O Barroso deveria estar do lado do povo brasileiro. Quem ele pensa que é para dizer que a vontade dele vale para o Brasil? Ele é o dono da verdade? Quem o senhor Barroso pensa que é?”, disse Bolsonaro.

Leia a íntegra do trecho em que Toffoli critica Jair Bolsonaro:

“A cada quatro anos, o espírito olímpico nos mostra que a humanidade é capaz de competir em paz. Para nós, que atuamos como árbitros do jogo democrático em tempos turbulentos, tanto nesta Corte quanto no TSE, os exemplos edificantes de respeito e humildade dos brasileiros que nos representam em Tóquio são um alento e também lembram que o respeito às regras do jogo e à autoridade dos que zelam pelas regras é a base de qualquer convivência sadia e pacífica. Uma fórmula que não funciona apenas no esporte, mas também na necessária convivência entre as diferenças e a pluralidade no jogo democrático que o brasil soube construir e que saberá manter.”

Pelo jeito, não vai mais ter pizza para Bolsonaro na casa do ministro.

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