Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

Tolentino diz que tinha relações profissionais com dono da Precisa

O advogado, que depõe nesta terça à CPI, é apontado como sócio oculto da FIB Bank, fiadora do contrato entre a empresa e o governo para compra da Covaxin
Tolentino diz que tinha relações profissionais com dono da Precisa
Foto: Pedro França/Agência Senado

O advogado Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto da FIB Bank, disse, em depoimento à CPI, que tinha uma relação profissional com o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano.

A FIB Bank foi fiadora do contrato entre a Precisa e o Ministério da Saúde para a compra da Covaxin e, segundo os senadores, ofereceu uma garantia fria, com base em um patrimônio de R$ 7,5 bilhões inexistente.

Tolentino disse que conheceu Maximiano há cinco ou seis anos e esteve com ele “pouquíssimas vezes”.

“Eu tinha uma relação baseada em uma advocacia feita para ele anteriormente, somente isso. Não tenho nenhuma relação pessoal.”

O depoente afirmou o mesmo sobre Danilo Trento, diretor da Precisa.

Segundo Tolentino, Trento “trazia negócios” para seu escritório de advocacia.

“Ele trabalhava para mim há muitos anos. Ele trazia negócios para o escritório jurídico. Isso há mais de 5, 6 anos, atrás.”

Depois de ser questionado pelos senadores sobre quais seriam esses “negócios”, Tolentino optou por ficar em silêncio, citando um habeas corpus do STF, e disse apenas que não eram negócios ilegais.

Em uma entrevista à revista Piauí, Tolentino afirmou que Francisco Maximiano e Danilo Trento tinham sido apenas seus clientes.

Mais notícias
TOPO