“Trocamos a dependência tecnológica pela inventividade”

O Estadão procurou saber o que mais teremos na cerimônia de abertura dos Jogos, além de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Anitta, batuque de escola de samba, Deborah Colker e aquele carnaval de Parintins:

“Momentos históricos serão retratados, como a chegada dos colonizadores portugueses e o episódio triste da escravização de africanos. São assuntos aos quais a equipe chegou após entrevistas com “pensadores, artistas e intelectuais que conhecem o Brasil profundo”, como Caetano, Gil, o antropólogo Hermano Vianna e o ensaísta José Miguel Wisnik, diz Meirelles em vídeo do Comitê Rio 2016.”

E mais:

“É uma cerimônia com olhar voltado para o futuro, ao contrário das anteriores, centradas no passado e que celebraram as conquistas nacionais. O Brasil é mundialmente conhecido pela exuberância natural. É esse o toque brasileiro que vamos inserir. Trocamos a dependência tecnológica pela inventividade. Será um espetáculo teatral, com narrativa estruturada, momentos de clímax, surpresas e outros recursos do teatro grego”, revela Abel Gomes, diretor executivo de criação da cerimônia.

Traduzindo: como não podemos produzir um espetáculo de verdade, porque não temos arte, história gloriosa e tecnologia, a abertura vai ser improvisada como uma aula de sociologia de Emir Sader.

Cantarão até “Construção”, de Chico Buarque. Deve ser em homenagem ao excelente trabalho na Vila Olímpica.