TSE: cúmplice de pedaladas eleitorais

O PT divulgou um nota em resposta ao pedido de investigação das contas de campanha de Dilma Rousseff, feito por Gilmar Mendes à PGR. Em resumo, o partido disse que as contas haviam sido aprovadas pelo TSE. E o pior é que é verdade.

Tudo bem que seja impossível para o tribunal averiguar a origem do dinheiro sujo, lavado “por dentro”, pelo PT. O dado escandaloso, contudo, é que o TSE não controla porcaria nenhuma como deveria.

Qualquer cidadão minimamente alfabetizado que entra no site do tribunal e acessa a prestação de contas de campanhas depara com um lista tosca de notas e planillhas, organizada com a acurácia de um macaco. Ainda assim, se você estiver armado de paciência, por meio de cruzamentos simples, irá descobrir que boa parte das gráficas relacionados pela campanha de Dilma Rousseff é fantasma. Emissoras de notas frias no valor de dezenas de milhões de reais. E então você se pergunta: como é possível que o TSE tenha chancelado essas contas?

A constatação é incontornável: o Tribunal Superior Eleitoral serve apenas para legitimar, ser cúmplice, de outro tipo de pedalada — a pedalada eleitoral.

Essa joça aí em cima não controla nada