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TSE faz força-tarefa para desmentir Jair Bolsonaro em tempo real

Equipe de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral está disparando notícias veiculadas em 2018 para combater as mentiras do presidente da República
TSE faz força-tarefa para desmentir Jair Bolsonaro em tempo real
Abdias Pinheiro/ASCOM/TSE.

O Tribunal Superior Eleitoral montou uma força-tarefa para desmentir em tempo real Jair Bolsonaro, que organizou uma live nesta quinta-feira (29) e chamou toda a imprensa para mentir que o modelo eleitoral eletrônico não é seguro.

Leia abaixo trechos das notas divulgadas pelo TSE:

1 – Só 3 países utilizam urnas eletrônicas: Segundo o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Social (IDEA Internacional), 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica para eleições gerais e outros 18 as utilizam em pleitos regionais. Entre os países estão o Canadá, a Índia e a França, além dos Estados Unidos, que têm urnas eletrônicas em alguns estados.”

2 – Não aparece a tecla confirma ao votar para presidente: Dois casos ganharam muita repercussão na mídia, os quais estão sendo devidamente apurados. No Mato Grosso, um apresentador de TV e alguns eleitores alegaram que não conseguiram finalizar a votação, tratando especificamente do cargo de presidente da República. Posteriormente, essas pessoas foram convidadas pelo TRE-MT para acompanhar o trabalho de carga e lacre das urnas eletrônicas e confirmaram que o voto deles foi computado nas eleições do 1º turno.”

3 – É falso que a apuração das eleições seja feita de forma secreta por servidores do TSE: A apuração dos resultados é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação. Nesse momento, a urna imprime, em cinco vias, o Boletim de Urna (BU), que contém a quantidade de votos registrados na urna para cada candidato e partido, além dos votos nulos e em branco. Uma das vias impressas é afixada no local de votação, visível a todos, de modo que o resultado da urna se torna público e definitivo. Vias adicionais são entregues aos fiscais dos partidos políticos.”

4 – Urna autocompleta o voto: Avaliação de peritos em edição comprova que o vídeo é falso. Verificam-se cortes no filme, que confirmam que houve montagem. Além disso, no momento em que o primeiro número é apertado, o teclado da urna não aparece por completo, o que sugere que outra pessoa teria digitado o restante do voto. É possível, ainda, constatar, no programa de edição, o ruído de dois cliques simultâneos, o que reforça essa tese.”

5 – Eleitor não consegue votar para presidente: Nos dois vídeos divulgados, é possível verificar, nitidamente, que houve engano por parte dos eleitores quanto à ordem de votação. Fica claro que os eleitores tentam votar em um candidato ao cargo de presidente, quando a tela da urna solicita a votação para o cargo de governador. Dessa forma, ao ser digitado o pretendido número do candidato à presidência, a urna alertou que o voto seria nulo, visto que não havia candidato a governador correspondente àquele número.”

6 – “Vídeo em que se alega suposta fraude em urna eletrônica que apresentou defeito: O vídeo veiculado distorce o que foi verificado, de fato, na Auditoria Pública realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), no último sábado (20). Conforme apurado, uma das urnas eletrônicas do estado de São Paulo apresentou uma falha mecânica durante o primeiro turno das eleições deste ano, tendo o TRE-SP adotado o procedimento correto de substituição do equipamento defeituoso por uma urna de contingência, sem que esse defeito pudesse influenciar no resultado do pleito eleitoral.”

7 – Confira o resultado da auditoria nas urnas de SP: A auditoria pública realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em quatro urnas eletrônicas, no último dia 20 de outubro, teve seu procedimento e resultado contestados pelo engenheiro Amilcar Brunazo, que estava presente durante os trabalhos. Cabe esclarecer que as críticas apresentadas foram baseadas em um defeito detectado no teclado de uma das urnas. Ou seja, a alegação é infundada quando associa a falha à segurança no sistema eletrônico de votação.”

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