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"Tu acha que dá?", perguntou Jair. "Dá!", respondeu Onyx

“Tu acha que dá?”, perguntou Jair. “Dá!”, respondeu Onyx
Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni

Quando Onyx Lorenzoni ungiu Davi Alcolumbre, ainda em novembro, como o nome para derrotar Renan Calheiros no Senado, até Jair Bolsonaro ficou desconfiado:

“Tu acha que dá?”, perguntou. “Dá!”, respondeu.

Para convencer o presidente, o hoje ministro da Casa Civil comparou a situação com a própria campanha presidencial – na qual Bolsonaro era, inicialmente, desacreditado por todos.

“Conversei antes com vários senadores. Como o adversário era muito esperto, eles temiam por o peito na água muito cedo. Quando falei com Davi, ele se mostrou disposto e ainda tinha a particularidade de ser o único membro remanescente da Mesa Diretora”, revela Onyx.

O ministro conta, com exclusividade a O Antagonista, que escolheu o colega de legenda por duas características principais: “É um mestre nas relações, transita em todos os grupos. E tem uma capacidade de trabalho imensa, é incansável. Ele trabalha 20 horas, visitou 19 estados.”

Onyx avaliou ainda o peso político da nova composição do Senado, com 46 novos integrantes, que, logicamente, defenderiam um candidato anti-Renan. “Tínhamos de saída uns 30 votos”, lembra.

“O simbolismo que Renan carrega é o da velha política e nós sabíamos que ele faria do Senado um bastião de resistência, em parceria com o PT, contra as mudanças que o País precisa.”

Onyx avalia que a derrota de Renan Calheiros marca o fim de um ciclo. “A perspectiva agora é muito melhor. Sabemos que vai ser difícil, mas teremos um Senado em sintonia com a sociedade. Quem está na vida pública tem a obrigação de ouvir as ruas.”

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