Túnel do tempo

A Lava Jato já confirmou que os R$ 6 milhões obtidos por José Carlos Bumlai no Banco Schahin foram repassados a Ronan Maria Pinto para comprar o Diário do Grande ABC, em 2004.

Ganha força, portanto, a versão de que a compra do jornal teve como objetivo calar as denúncias crescentes sobre o esquema de propina que Celso Daniel, com apoio da cúpula do PT, montou com empresas de transporte público.

Prova disso está na reportagem publicada pelo jornal Diário do Grande ABC, em julho de 2002, em que Ronan Maria Pinto, o secretário Klinger Luiz de Souza e o segurança Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, são acusados de operarem o esquema.

O dinheiro sujo era entregue a José Dirceu e Gilberto Carvalho, segundo a reportagem. Celso Daniel, como coordenador da campanha de Lula em 2002, tinha a responsabilidade de manter a máquina bem azeitada.

A eleição de Lula lhe garantiria o comando de um bom ministério, como ocorreu com Zé Dirceu, Gilbertinho e o próprio Antonio Palocci, seu “substituto” no comando da campanha.

Por que diabos Celso Daniel ia querer explodir seu futuro político?

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