"Um desastre com perda total"

“A decisão do presidente Jair Bolsonaro de indicar seu filho Eduardo para a embaixada brasileira em Washington é um desastre com perda total”, diz José Roberto Guzzo.

“Uma das tarefas mais difíceis desta vida, por alguma razão ainda não explicada pela ciência, é aprender uma de suas regras mais fáceis. A regra é a seguinte: certas coisas não se fazem. Não têm nada a ver com o fato de serem permitidas ou não por lei. Também podem não ser, em si mesmas, boas ou más, certas ou erradas. São, apenas, coisas que não se fazem. Por quê? Porque não se fazem, só por isso — não por uma pessoa dotada de coeficientes médios de decência, consideração pelos outros e boa educação (…).

Uma das coisas mais evidentes no bloco daquilo que ‘não se faz’ é nomear seu filho como embaixador do Brasil nos Estados Unidos — se você, justamente, é o presidente do Brasil. Quem, com um mínimo de bom-senso, pode ter alguma dúvida a respeito de uma coisa dessas?”

Comentários

  • sgermain -

    Guzzo definiu as coisas que não se fazem usando da subjetividade. O que é óbvio para ele pode não ser para outros. Esqueceu de outra regra: de onde menos se espera podem surgir as melhores surpre

  • Andressa -

    Pois eu acho uma atitude acertadissima, nós já tivemos Benedita da Silva como embaixadora ninguém disse nada e ela não melhorou a imagem de nosso país 1 cm. Estamos nos aliando a maior potencia m

  • Alberto -

    Apesar de reconhecer muitos acertos do governo Bolsonaro, esta nomeação, se acontecer, vai ser um erro crasso, um erro histórico. Guzzo está 100% correto, seu bom senso é exemplar.

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