Um morto chamado Brasil

Um morto chamado Brasil
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O melhor roteiro para o depoimento de Luiz Henrique Mandetta à CPI da Covid é “Um paciente chamado Brasil”.

Em suas memórias, publicadas no ano passado, Mandetta relatou os crimes cometidos por Jair Bolsonaro durante a epidemia.

Ele comparou a sociopatia bolsonarista aos estágios do luto. Inicialmente, o presidente negou a gravidade do vírus; em seguida, foi tomado pela raiva e demitiu o ministro; por último, recorreu ao milagre da cloroquina.

O ponto central, porém, é outro. Bolsonaro sempre tratou as medidas de isolamento social como uma grande conspiração para derrotá-lo em 2022. Centenas de milhares de brasileiros morreram por causa disso: a tara patológica de Bolsonaro pelo poder.

Segundo Mandetta, a cloroquina foi inserida nesse projeto de campanha eleitoral. Bolsonaro dizia: “Vamos dar esse remédio porque com essa caixinha de cloroquina na mão os trabalhadores voltarão à ativa”.

Bolsonaro, então, ordenou o Exército a fabricar o medicamento, por achar que na Fiocruz só havia comunistas (leia a reportagem da Crusoé sobre o assunto).

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