Uma barcaça, um propinão…

A investigação sobre as relações perigosas com a OAS se soma a outros inquéritos sobre as peripécias de Renan Calheiros. No total, são cinco.

Quando vasculhou o diretório estadual do PMDB de Alagoas — quartel-general do presidente do Senado na sua terra natal –, a PF achou, segundo a Istoé, “documentos que corroboram a versão apresentada por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. De acordo com os dois delatores, o próprio Renan foi beneficiado com propina na forma de doação eleitoral”.

A propina para o peemedebista jorrava também de contratos da Transpetro. O caso mais flagrante é o da construção, em Araçatuba, do estaleiro que produziria barcaças para transportar etanol pela hidrovia Paraná-Tietê.

Araçatuba?

Releiam o que publicamos no último dia 31:

Se Rodrigo Janot nada encontrou de concreto contra Renan Calheiros ou Sérgio Machado, o Ministério Público em São Paulo mostra o caminho.

Em 2010, Dilma, ainda pré-candidata à presidência, discursou em Araçatuba:

“Aqui para Araçatuba é uma grande vantagem você ter um estaleiro produzindo barcaça. Fazer barcaça aqui em Araçatuba é estratégico.”

Mas, segundo a Folha, o edital da concorrência não indicava a cidade na qual a obra da Transpetro seria erguida.

Os investigadores desconfiam que Sérgio Machado, então presidente da estatal, favoreceu empresas que doaram para Calheiros.

No nosso post, fomos injustos com Rodrigo Janot. A Istoé mostra que, no pedido de busca e apreensão na casa de Renan, negado por Teori Zavascki, o procurador-geral da República fala especificamente da Transpetro: “Paulo Roberto Costa afirma que ‘tem conhecimento de que um percentual dos valores envolvidos nos contratos da Transpetro são canalizados para o Senador RENAN CALHEIROS…'”.

O Antagonista espera que Teori Zavascki não segure mais a barra do presidente do Senado.

Faça o primeiro comentário

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade é do autor da mensagem.

1200