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"Uma garantia bancária que não era bancária de um banco que não era banco"

Simone Tebet afirmou que o governo ignorou a posição da AGU que afirmava que a FIB Bank não poderia ser fiadora contrato para compra da Covaxin
“Uma garantia bancária que não era bancária de um banco que não era banco”
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) disse há pouco que, além do acordo entre a Precisa e o governo para a compra da Covaxin, a FIB Bank também já ofereceu garantias frias para diversos contratos ligados a órgãos públicos.

Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto da empresa, que presta depoimento nesta terça-feira (14), citou o habeas corpus concedido pelo STF e preferiu ficar em silêncio diante da afirmação. A FIB Bank é composta por empresas que têm um patrimônio de R$ 7,5 bilhões, que, segundo os senadores, não existe.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que, no contrato da Covaxin, o governo aceitou uma garantia bancária falsa de um banco que não era banco.

“Aí está o pulo do gato. A Fazenda Nacional não era ouvida. A Procuradoria da República não era ouvida. A AGU, quando era ouvida, era ouvida tardiamente, ou não era obedecida. Foi assim que aconteceu com a Covaxin. O advogado da AGU disse que faltava a garantia e que a garantia precisava ser bancária. Eles não só descumpriram a lei, mas aceitaram uma garantia bancária que não era bancária de um banco que não era banco.”

“Esses fatos, se descobertos na época do Al Capone, fariam o Al Capone corar”, disse o relator, Renan Calheiros.

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