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Vai ter punição por "abuso de poder religioso"? Então tem de punir também os padres de passeata da CNBB

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A vereadora Valdirene Tavares, de Luziânia, em Goiás, é pastora de Assembleia de Deus. Num processo em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, ela é acusada de promover a sua candidatura a partir de sua posição como religiosa capaz de influenciar politicamente os fiéis.

O relator do processo, Edson Fachin, votou por não cassar a candidatura de Valdirene, reeleita em 2016, mas colocou em discussão a possibilidade de cassar candidaturas por “abuso de poder religioso”. Alexandre de Moraes, o mais novo paladino das liberdades democráticas, bateu de frente com Fachin:

“Não se pode transformar religiões em movimentos absolutamente neutros sem participação política e sem legítimos interesses políticos na defesa de seus interesses assim como os demais grupos que atuam nas eleições.”

Moraes, que presidirá o TSE nas eleições de 2022, está certo.

O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Tarcísio Vieira de Carvalho e, segundo o Estadão, deve ser recolocado na pauta do TSE em agosto.

O assunto é candente nas redes sociais. Carla Zambelli escreveu no Twitter:

“Fachin propôs ao TSE a hipótese de cassação de mandato por ‘abuso de poder religioso’. Problema: a lei fala em abuso de poder econômico ou político. Um tribunal não pode, por ativismo, criar a nova hipótese. Mais uma brecha para perseguição ilegal de religiosos e conservadores?”

Se o TSE começar a punir “abuso de poder religioso”, sugerimos que um dos alvos primordiais seja a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Os padres de passeata abusam desde sempre.

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