Valério falou a verdade

Como O Antagonista revelou no post anterior, a Receita Federal quebrou o sigilo das empresas de Ronan Maria Pinto e encontrou indícios de que parte do empréstimo de R$ 12 milhões, obtido por José Carlos Bumlai no Banco Schahin, a pedido do PT, foi “direcionada a Ronan Maria Pinto para aquisição de ações da empresa Diário do Grande ABC”.

A análise da Receita sugere uma simulação de empréstimos, expediente também utilizado por Bumlai.

Aos poucos, a Lava Jato está confirmando tudo o que o publicitário Marcos Valério disse em 2012. Depois de condenado, ele tentou firmar uma delação premiada, que não foi aceita pelo MPF. Valério também disse na ocasião que o grupo Schahin foi compensado pelo empréstimo com contratos de operação de sondas na Petrobras, o que acaba de ser comprovado pela Operação Passe Livre.

No ano passado, a PF encontrou na Arbor Contábil, de Meire Pozza, a contadora do doleiro Alberto Youssef, um contrato de R$ 6 milhões da empresa 2S Participações, de Valério, com a Expresso Nova Santo André, de Ronan, investigado na morte de Celso Daniel, e a Remar Agenciamento, de Enivaldo Quadrado. O documento estava num envelope intitulado “Enivaldo confidencial”.