VÃO-SE OS ANÉIS…

A Operação Calicute descobriu que Carlos Miranda, o homem da mala de Sérgio Cabral, recebeu nas contas de sua empresa R$ 13 milhões. A quebra de sigilo telefônico e telemático de Miranda também revelou diversos telefonemas para joalherias do Rio de Janeiro.

Houve, por exemplo, 208 ligações para a joalheria Antônio Bernardo (Arany Adornos), 103 chamadas a H.Stern e outras cinco chamadas para Sara Jóias. Os investigadores, porém, não encontraram qualquer nota fiscal em nome de Miranda.

“A aquisição de jóias com dinheiro sujo é uma tipologia conhecida de lavagem de dinheiro em razão da facilidade de transporte e ocultação”, diz o MPF.

O juiz Marcelo Bretas deu 24 horas para que as joalherias citadas se manifestem sobre os contatos, fornecendo notas fiscais e certificados emitidos em nome de todas as pessoas envolvidas na Calicute, inclusive Cabral e Adriana Anselmo.

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