Vazamentos depurados

O Estadão está preocupado com o efeito dos depoimentos da Odebrecht sobre o governo e o Congresso Nacional:

“A imprensa tem o dever de publicar o que apura, ainda mais quando se trata de tema tão explosivo. Mas a ânsia de levar bombásticas informações ao público não deve se sobrepor à obrigação ética que tem o jornalista de cuidar para que essas mesmas informações sejam devidamente depuradas”.

E mais:

“Considerando-se que ainda há mais de sete dezenas de depoimentos a serem vazados, obviamente para manter intactas as condições de temperatura e pressão da crise e, com isso, continuar desgastando o governo e o Congresso, cabe ressaltar a responsabilidade da imprensa nesse cenário”.

A responsabilidade da imprensa é apurar, e não depurar.

O desgaste do governo e do Congresso não deve entrar nos cálculos da imprensa.

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