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Versão de Flávio sobre despesas pagas por Queiroz contradiz investigação do Ministério Público

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A declaração de Flávio Bolsonaro, em entrevista ao Globo, de que Fabrício Queiroz pagava suas despesas pessoais com dinheiro limpo não condiz com a avaliação do Ministério Público do Rio Janeiro sobre o esquema de rachadinha.

No pedido de prisão de Queiroz, o MP diz claramente que “o dinheiro utilizado pelo operador financeiro para pagar as mensalidades da escola das filhas do líder da organização criminosa [Flávio] não proveio das fontes lícitas de renda do casal, mas sim de recursos em espécie desviados da Assembleia Legislativa do RJ e entregues pelos ‘assessores fantasmas'”.

As investigações apontam que Queiroz pagou 114 boletos para Flávio. As despesas da família do do senador pagas pelo ex-assessor somam R$ R$ 261,6 mil, segundo o levantamento do órgão, e incluem pagamentos de plano de saúde e mensalidades escolares das filhas de Flávio.

Na entrevista ao Globo, ele afirmou que R$ 120 mil do plano de saúde foram pagos ao longo de 12 anos. Mas o MP-RJ aponta que esses pagamentos teriam sido feitos durante cinco anos.

As duas mensalidades escolares, ainda segundo o órgão, somam R$ 6,9 mil, e foram pagas em 2018, em espécie. A investigação mostrou que Flávio e sua mulher, Fernanda Antunes, não fizeram nenhum saque nos 15 meses anteriores, “de forma que não haveria lastro financeiro lícito de dinheiro em espécie para efetuar a operação bancária”.

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