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"Vetar o aumento do fundo para 2022 passa a ser obrigação moral"

O deputado Léo Moraes, do Podemos, disse que "está bem claro que não existe crime de responsabilidade" se Bolsonaro não sancionar o "golpe do fundão"
“Vetar o aumento do fundo para 2022 passa a ser obrigação moral”
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Como registramos mais cedoJair Bolsonaro só é obrigado a sancionar o piso de R$ 800 milhões para o fundão eleitoral de 2022. O parecer técnico da Câmara, obtido por O Antagonista, mostra ainda que uma lacuna legal tem permitido manobras orçamentárias, como a que resultou no valor de quase R$ 6 bilhões para a próxima eleição.

O deputado federal Léo Moraes, do Podemos de Rondônia, votou, na última sessão do Congresso antes do recesso parlamentar, contra a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que incluía o “golpe do fundão”.

Ele comentou com O Antagonista:

“Uma vez superada a questão legal que permite o veto e garante a realização das eleições, vetar o aumento do fundo para 2022 passa a ser uma obrigação moral por parte do presidente da República.”

Para o parlamentar, “está bem claro que não existe crime de responsabilidade” e que o dilema de Bolsonaro é outro.

“O dilema do presidente é atender ao Centrão ou ao Brasil. Vetar o fundão vai contrariar os interesses do Centrão? Vai. Mas essa não é a prioridade para um país que vive uma das suas maiores crises, em razão da pandemia. Não se trata de criminalizar o uso do fundo, pelo contrário, o que somos radicalmente contra é o aumento de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões.”

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