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Vice-líder do MDB diz que, sem decisão de Lira, "ficamos impedidos de debater impeachment"

Hildo Rocha afirmou que ainda está indeciso sobre se, "politicamente", seria bom para o país o afastamento de Jair Bolsonaro
Vice-líder do MDB diz que, sem decisão de Lira, “ficamos impedidos de debater impeachment”
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O deputado Hildo Rocha, primeiro-vice líder do MDB na Câmara, disse a O Antagonista que ainda está indeciso sobre se apoia ou não eventual processo de impeachment de Jair Bolsonaro.

“Ainda não me defini. Não por falta de crime de responsabilidade, mas porque tenho que analisar de maneira mais profunda se, politicamente, seria bom para o Brasil o afastamento de mais um presidente.”

Perguntamos se o país já não está ruim demais “politicamente”.

“Não posso dizer qual seria o pior dos dois [ter o impeachment ou não]. Mas o Bolsonaro fica realmente afrontando os Poderes”, respondeu o parlamentar.

Após os discursos golpistas de Bolsonaro nos atos de 7 de Setembro, como registramos, o presidente do MDB, Baleia Rossi, divulgou nota na qual disse que “o próprio texto constitucional tem seus remédios em defesa da democracia, que é sinônimo da vontade do povo”. Ontem noticiamos que a cúpula emedebista está sendo pressionada a obrigar seus mandatários que são líderes do governo Bolsonaro a entregar as funções.

Hildo Rocha, ao ser questionado sobre o posicionamento do partido em relação ao impeachment, também disse que “o assunto está nas mãos do Arthur Lira”, presidente da Câmara, que tem ignorado mais de 100 pedidos de afastamento de Bolsonaro.

“Veja bem, a primeira providência é o Arthur Lira decidir se vai ou não tocar adiante esse negócio. Sem saber a posição do Arthur Lira, não podemos debater o assunto. Mas ele não decide nada, nem se arquiva. Assim, ficamos impedidos de debater impeachment, não podemos fazer nada. Se o Arthur Lira não decidir, o que adianta a gente ser a favor ou contra o impeachment?”

Perguntamos se Lira não pode ser pressionado a decidir pelos próprios líderes e dirigentes partidários.

“Não vejo assim. A pressão que poderia ter sido feita para que ele decida, ainda que não na intensidade necessária, já foi feita.”

Mais cedo, o presidente da Câmara se pronunciou sobre o 7 de Setembro: não citou Bolsonaro nem mencionou possibilidade de impeachment, como registramos.

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