VÍDEO: Orlando Diniz detalha entrega de 1 milhão para Roberto Teixeira e contato com ex-assessor de Dirceu

VÍDEO: Orlando Diniz detalha entrega de 1 milhão para Roberto Teixeira e contato com ex-assessor de Dirceu

Em novos vídeos de sua delação premiada, obtidos por O Antagonista, Orlando Diniz dá detalhes de como conheceu Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, apontados pelo MPF como chefes da organização criminosa que drenou R$ 151 milhões do Sistema S no Rio.

Primeiro, pediu ajuda a Orlando Thomé, então diretor do Senac, que o apresentou a Marcelo Sereno. “Era uma pessoa muito forte e ligada a José Dirceu”, diz. Foi Sereno, segundo ele, quem marcou um primeiro encontro com Carlos Gabas, presidente do Conselho Fiscal do Sistema S.

Gabas estava à frente de uma fiscalização que havia encontrado irregularidades na gestão de Orlando.

“Fui encontrar Carlos Gabas num hotel na Barra da Tijuca. Nesse encontro, eu solicitei uma chance para acertar essa situação toda e, posteriormente, foi feita uma visita por uma pessoa indicada por Gabas e a situação foi abafada.”

Em 2011, porém, uma nova fiscalização fez Orlando recorrer outra vez a Sereno, que chegou a pedir emprego para a esposa no Sistema S – mas ela não foi contratada. Dessa vez, também não evoluiu a conversa com Gabas. “Ficou claro para mim que Carlos Gabas fazia uma fiscalização política.”

Assista também: contratos com Zanin era 80% acima do mercado.

Diante do impasse, Orlando foi levado a buscar outro caminho. O advogado Fernando Hargreaves lhe apresentou Roberto Teixeira, que, segundo ele, “era ligado a Lula e seria a pessoa certa para neutralizar essa ação comandada por Gabas”.

“No início do ano de 2012, foi marcado encontro no bar da piscina do Copacabana Palace. Este grupo estava hospedado lá. Estavam no encontro Cristiano Zanin e sua esposa Valeska, Roberto Teixeira, eu, Daniele Paraíso e Fernando Hargreaves.”

Foi durante esse encontro que Teixeira disse a Orlando que precisaria fazer algumas consultas para saber se poderia ou não pegar o caso. “Ali eu entendi que Gabas tinha sido da Bancoop e deveria ser uma pessoa forte dentro do PT.”

Teixeira pediu R$ 10 milhões, sendo R$ 1 milhão adiantado e em cash. Segundo Orlando, o dinheiro deveria ser entregue em mãos em São Paulo e o contrato deveria ser feito com sua pessoa física. A contratação de Teixeira e Zanin lhe foi apresentada como a “solução da briga política, da fiscalização de Carlos Gabas.”

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