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A vitória de Bolsonaro no Wall Street Journal: uma aula de jornalismo

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O americano Wall Street Journal publicou a notícia sobre a eleição de Jair Bolsonaro, assinada por Mary Anastasia O’Grady, sem viés ideológico, uma exceção na imprensa internacional.

Vale a pena ler. É uma aula de jornalismo:

“A eleição presidencial de domingo no Brasil opôs Jair Bolsonaro, um ex-capitão do Exército que passou 27 anos no Congresso do Brasil, a Fernando Haddad, ex-prefeito da cidade de São Paulo. Na noite de domingo, com 97% dos votos, o Sr. Bolsonaro estava batendo com facilidade o Sr. Haddad, por 55,4% a 44,6%.

Muito se falou, durante a campanha, do histórico de comentários rudes de Bolsonaro sobre mulheres e minorias e da sua promessa de combater o crime com mão de ferro em bairros pobres.

Ele foi rotulado de racista, misógino, homofóbico, fascista, defensor da tortura e aspirante a ditador. Seus oponentes se reuniram nas ruas para denunciá-lo e escreveram diatribes contra ele na imprensa. A mídia internacional orgulhosamente ‘progressista’ entrou na briga, declarando-o uma ameaça ao meio ambiente e à democracia.

Deveria ter sido suficiente para afundar a candidatura de Bolsonaro. No entanto, ele prevaleceu, e não é difícil entender por quê: os brasileiros estão em meio a um despertar nacional em que o socialismo –a alternativa a uma presidência de Bolsonaro– foi levado a julgamento. A vitória retumbante do candidato a governador liberal-clássico do Partido Novo, Romeu Zema, no grande estado de Minas Gerais confirma essa teoria.

Haddad era o candidato do Partido dos Trabalhadores, gigante populista de esquerda do Brasil, conhecido como PT. Ele também foi o sucessor escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso por corrupção, mas continua sendo popular entre seus partidários. Contra o pequeno Partido Social Liberal de Bolsonaro, Haddad deveria ter vencido a disputa.

Vale a pena examinar o triunfo do Sr. Bolsonaro porque ele sugere que algo mudou nesta eleição. Pode sempre mudar de volta, e provavelmente mudará. Mas, por enquanto, o ímpeto está do lado da reforma, e os formuladores de políticas têm uma oportunidade única de promover a liberdade e a prosperidade na maior economia da América do Sul.”

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Comentários

  • Tone -

    Quem diz "pode mudar de volta" é americano. Em português se diz: 'pode mudar de novo', ou 'pode mudar outra vez'. Essa gíria do "de volta" é melhor deixar pra molecada de 10 anos de idade.

  • Wilson -

    Atenção FSP. Uma opprtunidade para fazer um estágio......

  • Leandro -

    Outra exceção é — tenho certeza de que se procurar em Israel, tirando o Ha’aretz, esse também será o tom.

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