Vivo: como foi a demissão sumária da diretora de marketing

O Antagonista obteve mais detalhes do escândalo da Vivo, envolvendo a sua ex-diretora de marketing Cris Duclos, suspeita de ter desviado 27 milhões de reais, por meio de contratos superfaturados com as agências de publicidade que cuidavam da conta da empresa.

O alarme do presidente da Vivo, Amos Genish, soou quando ele foi consultado como referência para a compra de um terreno, no valor de 4 milhões de reais, em espécie, no condomínio Quinta da Baroneza, entre Itatiba e Bragança Paulista*. A compradora era a sua diretora de marketing, que se encontrava em férias.

Desconfiado, Amos Genish contratou um analista de riscos e detetive. Todos os contratos geridos por Cris Duclos, com as agências DPZ, Africa, DM9DDB e Young & Rubicam, foram auditados.

Diante dos resultados obtidos pela devassa, na volta das férias, ela teve o acesso à empresa bloqueado* e se viu obrigada a devolver o notebook e o celular da empresa imediatamente. A demissão foi sumária, sem chance de defesa.

* Atualização: O terreno em questão, como viria a esclarecer a revista Época Negócios de outubro, fica no condomínio Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, e foi adquirido por Cris Duclos e seu marido por meio de um cheque no valor de 1.612.752,02. Ainda segundo a revista, Cris Duclos, ao ser demitida, não teve o acesso à empresa bloqueado.

Atualização: em 27 de dezembro de 2016, a Vivo atestou a inocência de Cris Duclos em comunicado conjunto publicado no jornal Valor Econômico: