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'Você se dá conta de que nada vai acontecer', diz presidente do BB, de saída

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De saída da presidência do Banco do Brasil, Rubem Novaes afirmou em entrevista à CNN que as resistências à agenda liberal de Paulo Guedes dentro do governo de Jair Bolsonaro são muito grandes.

Novaes comentou as demissões dos secretários Salim Mattar e Paulo Uebel, classificadas pelo próprio ministro da Economia como “debandada” ontem.

“Há convencimento por parte de alguns [na equipe econômica] de que todo o ambiente nos trata como se fôssemos um vírus. O sistema em Brasília tem uma resistência muito grande. Nossa agenda liberal não interessa aos intervencionistas”, declarou o presidente do BB, que é amigo de Guedes.

“As ideias que a gente defende entram em choque com o poder estabelecido em Brasília. O governo no seu todo não é liberal. Tem o Paulo e seu núcleo duro. E há o restante. Chega uma hora que você se dá conta que nada vai acontecer”, acrescentou.

Apesar disso, Novaes insiste em que Guedes deverá permanecer à frente da pasta da Economia. “Achei que ele fosse se irritar e jogar tudo para o alto. Mas ele está convicto de que ele, com muita insistência, vai fazer as reformas.”

“Ele sabe que terá de negociar, mas vai conseguir as reformas essenciais. Ele tem o senso de responsabilidade de que é o pau da barraca. Se ele sair, o mercado vai reagir muito mal. Ele tem essa dimensão”, completou.

O Antagonista não entende bem como o diagnóstico da agenda que não interessa aos intervencionistas combina com esse otimismo sobre a permanência de Guedes, mas OK.

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