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"Vocês dormiram no ponto? Possivelmente sim", diz Guedes, sobre precatórios

O ministro da Economia afirmou ainda que suspeita da existência, no Brasil, de "uma indústria de precatórios". "O salto é grande demais."
“Vocês dormiram no ponto? Possivelmente sim”, diz Guedes, sobre precatórios
Foto: Washington Costa - ASCOM/ME

Paulo Guedes afirmou hoje que o governo Jair Bolsonaro pode ter “dormido no ponto” em relação ao pagamento dos precatórios. Na sexta-feira (30), o Executivo federal disse ter sido surpreendido com R$ 89 bilhões em valores desse tipo a serem pagos em 2022.

“Vocês dormiram no Ponto? Possivelmente sim”, , disse o ministro da Economia em um evento virtual nesta terça-feira (3).

Segundo Guedes, ele alertou há um ano atrás sobre o crescimento das dívidas de precatórios.

“Um ano atrás me chamou a atenção o salto que os precatórios deram. R$ 13,9 bilhões em 2010; R$ 15,4 em 2011, R$ 15,1 em 2012; R$ 16 bilhões em 2013. De repente, nos vamos nos aproximando de 2019, R$ 41 bilhões, R$ 51 bilhões, R$ 54 bilhões. Nossa estimativa era de R$ 40 bilhões, R$ 50 bilhões. E de repente dá um pulo para R$ 90 bilhões.”

O ministro da Economia disse ainda que suspeita da existência, no Brasil, de “uma indústria de precatórios”.

“Tem gente desembarcando no país inteiro comprando coisa com deságio e acelerando o ritmo de produção de exigibilidades contra a União. O salto é grande demais.”

“Meteoro” dos precatórios

Na última sexta, Paulo Guedes disse ter sido pego de surpresa ao saber que o total de precatórios a ser pago em 2022 era de R$ 89 bilhões.

Pode ter certeza de que nós não furaríamos o teto –não é por causa do Bolsa Família. Tudo está sendo programado. Agora, às vezes vêm coisas dos outros Poderes que nos atingem e aí nós temos que fazer um plano de combate imediato. Já tem uma fumaça no ar […] Nós estamos mapeando um meteoro que pode atingir a Terra. Temos que disparar um míssil para impedir que o meteoro atinja a Terra“, disse o ministro na sexta.

Para contornar a situação, o governo Jair Bolsonaro estuda apresentar uma PEC para driblar a regra do teto de gastos em 2022. Caso aprovado, o texto autorizará o governo a parcelar os precatórios em dez anos, gerando espaço fiscal para aumentar o Bolsa Família. Além disso, cria um fundo de ativos para arcar com essas despesas judiciais, fora do orçamento.

Leia mais sobre precatórios aqui.

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